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DESTRUIÇÃO E CALAMIDADE POR TEMPESTADES EM PORTUGAL

Ao longo do último mês, como afirmaram cientistas, Portugal foi alvo de uma combinação insólita de factores que criaram “as condições quase perfeitas” para uma espécie de “o comboio de tempestades” mais longo de que há registo e memória no país, e deixou um rasto de destruição e calamidade.

O “comboio” de condições meteorológicas extremas, devastou o país de norte a sul, tendo a zona centro, em particular em Leiria, sofrido as maiores consequências. As tempestades causaram pelo menos 18 mortes, destruíram habitações, património municipal e estatal e infraestruturas, sobretudo energéticas e vias de transporte.

Um mês depois, ainda há quem não tenha eletricidade ou telecomunicações na totalidade ou de forma estável.

Estas tempestades, associadas às alterações climáticas e amplificadas por práticas (especialmente industriais) que degradam os sistemas naturais, evidenciaram falhas estruturais do Estado, do ordenamento do território à proteção civil, passando pela política de prevenção e a própria resposta à catástrofe, como aliás já tinha acontecido em Valência, em 2025. Ao mesmo tempo, denotam a necessidade imediata da organização comunitária na busca e implementação de soluções baseadas nas suas necessidades, em respeito pelo território e pela natureza, e sustentadas em dados científicos como forma, não só de colmatar a ausência e negligência do Estado, como de assumirem o destino e governo das suas vidas, tornando-a viável, pois melhores que ninguém,  prevenirão e  mitigarão eficazmente os seus impactos, protegendo-se a si e a biodiversidade.

CRM

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