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EUA SAQUEIAM PETRÓLEO

Perdido em fantasias de tanques, poder e dinheiro, o perigoso presidente dos EUA e a sua trupe de oportunistas, figuras sinistras que vão dos nazis aos magnatas e à indústria da guerra, querem agora saquear o petróleo da Venezuela, que tem as maiores reservas do mundo.

A operação militar de sequestro do presidente venezuelano simplesmente colocou ainda mais a nu a farsa do "direito internacional" e a quem ele se aplica, como se as dezenas de golpes, ditaduras, guerras e massacres patrocinados pelos EUA não bastassem. Quando invadiram o Iraque arranjaram uma desculpa esfarrapada sobre armas de destruição em massa. Agora falam de uma suposta guerra às drogas que já serviu como desculpa para controlar o continente inteiro durante o século XX, mas nem se preocupam em disfarçar que lhes interessa é só o petróleo.

Os olhos perturbados de Trump e das grandes empresas petrolíferas reluzem com cifrões com a liberalização do mercado do petróleo venezuelano. Algumas (BP, Shell, Repsol, Eni) já se apressaram a entrar na roda, acompanhando a Chevron, já presente no país. Trump argumenta que está tudo sob controlo e o governo venezuelano devidamente amansado.

O governo venezuelano, de facto, não mostra resistência e quer cooperar, coagido pela violência imperialista. Fragilizado economicamente pelas sanções impostas pelos EUA há mais de 20 anos, na sequência da revolução bolivariana que nacionalizou o mercado do petróleo, tem vindo há anos a adotar medidas de austeridade, neoliberalização e ataque aos trabalhadores. Agora, a presidente interina Delcy Rodríguez faz visitas com governantes estadunidentes a plataformas de petróleo, ao mesmo tempo que finge ainda defender as ideias da revolução. Quer manter-se no poder e até alinhou no embargo de petróleo a Cuba, pois sabe que se não se comportar bem estão à espreita os perpétuos vassalos do império, personificados na patética vencedora do patético prémio Nobel da "paz".

Certo é que as pretensões imperialistas dos EUA estão aí como sempre estiveram, agora só um pouco mais à luz do dia do que no passado recente.

RZ

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