aviso autorias anteriores idioma índice
pendular
REPRESSÃO E VIGILÂNCIA NA CHINA

O governo chinês continua a vigiar e controlar as suas populações. Os mais recentes avanços tecnológicos são usados pela burocracia neste sentido: a SenseTime é uma empresa, detida parcialmente pelo Estado chinês, que se especializa no reconhecimento facial e mais recentemente passou a usar inteligência artificial; Hikvision é uma empresa estatal especializada no fabrico de câmaras de vigilância; Skynet é o sistema que gere toda a videovigilância das mais de 700 milhões de câmaras de segurança que existem em todo o território chinês. No fundo, aquilo que não passou duma inexplicável miragem revolucionária, tornou-se, por falta de outra realidade, num novo foco da dominação.

Muitos países imitam a China nos seus próprios sistema de vigilância. O norte-americano Edward Snowden admitiu que, ao descobrir os sistemas de controlo e vigilância postos em práctica pela burocracia chinesa, viu o reflexo do seu próprio país, os Estados Unidos de América a sua agência NSA. E são cada vez mais as democracias europeias que também infestam as ruas com câmaras de vigilância e os movimentos sociais de polícias infiltrados.

Estes dispositivos servem muitas vezes para reprimir quem trabalha. As greves não estão permitidas na China e as que existem são ilegais, feitas de forma autónoma contra o Estado e os sindicatos. São as chamadas "greves selvagens". Não é de estranhar, então, que quando alguns estudantes apoiaram a greve na empresa Jasic em 2018, umas das principais figuras tenha sido presa. Yue Xin esteve desaparecida durante meses e foi forçada a gravar em vídeo a sua confissão. Mais recentemente, em junho de 2025, a organização China Labour Bulletin, que defendia e promovia os direitos dos trabalhadores, anunciou o seu fecho, de repente, por causa de "problemas financeiros". O certo é que, ao mesmo tempo, 6 dos seus membros foram detidos. No entanto, apesar de toda a repressão e vigilância, as greves ilegais na China não param de aumentar, sendo a origem de novas formas de luta.

NR

Partilhar
Aviso Pendular